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A caminho dos buscadores inteligentes

Junho 12, 2009

dailyperfect

Acessei hoje à tarde o Daily Perfect, site que promete notícias e tópicos personalizados baseando-se no nome da pessoa digitado. O Tiago Doria e o pessoal do Nieman Journalism Lab citaram o site nesta semana em seus respectivos blogues. O DP ainda está em beta, mas já é possível dar uma bisbilhotada lá. Pelo que entendi, o resultado varia conforme é a presença de seu nome na web. Se você não é citado em sites e nem faz muito uso de redes sociais, então as chances de aparecer algo são menores.

Coloquei lá “Márcio Leijoto” e apareceram algumas coisas. Mas não achei que tivesse muito a ver comigo. Primeiro que apareceu tudo em inglês. E pelos temas vi que eles se basearam muito no meu blog. Assuntos como a morte do David Carradine, a queda do avião da Air France e sobre o twitter ficaram em evidência, mas nada que eu há não soubesse.

Apareceram alguns tópicos estranhos, como “Law enforcement in Áustria”, “Military ranks of Brazil” e “13 Shocking Secrets You’ll Wish You Never Knew About Lemony Snicket”. Não entendi nada. Mas mesmo assim fui pesquisar sobre Lemony Snicket para saber o que é isso.

Dá para importar informações do seu leitor de feeds, como o Google Reader, para o Daily Perfect, e isso talvez ajude a filtrar melhor as notícias escolhidas.

Mesmo assim, para eu acessar um site desses precisaria oferecer algo melhor do que já encontro nos vários tipos de serviços oferecidos pelo Google e nos sites que acesso como freqüência.

De acordo com o Tiago Doria, o DP “rastreia outros sites onde você utiliza esse mesmo nome em seu perfil e agrega informações sobre as suas preferências”.

Como novidade é algo interessante e promissor. Não é difícil imaginar para um futuro próximo as pessoas lendo notícias com base neste tipo de pesquisa.

Cada vez mais têm surgido os “buscadores inteligentes”, como o Spezify, que se propõe a mostrar “resultados inspiradores”, ou o WolframAlpha. É uma forma de filtrar e melhorar o acesso a um cada vez maior volume de informações disponíveis na internet. “O buscador pensará por você” seria o mote destes sites.

A espada que levou Bill à morte

Junho 5, 2009

bill6

Todo mundo está noticiando que o ator Davi Carradine, 72, famoso nos anos 70 pela série televisiva Kung Fu, e mais recentemente pelo seu papel em Kill Bill, do Quentin Tarantino, morreu durante um “acidente de masturbação”. O problema é que não vejo na maioria dos sites o modo como ocorreu o acidente. Resolvi fazer uma pesquisa sobre o assunto.

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O sumiço do Airbus da Air France pelo Twitter

Junho 2, 2009

Se no domingo sofri o impacto da já esperada ausência de Goiânia na lista da Fifa com o nome das cidades-sedes dos jogos da Copa de 2014, a minha segunda-feira for marcada, claro, pelo desaparecimento do avião da Air France no voo AF 447, que saiu do Rio de Janeiro (RJ) rumo a Paris.

A notícia me pegou enquanto eu estava dormindo. Explico: é que dormi com a televisão ligada e já por volta das 7 horas, com o Bom Dia Brasil passando na Globo e eu naquele estágio em que não se sabe se estamos lá ou cá, acabei sonhando alguma coisa relacionada ao avião.

Acordei amargo, mas já sabendo o que me esperava. Acompanhar o dia inteiro, pela internet, tudo o que rolava sobre o sumiço do Airbus francês. Com uma diferença, desta vez iria acompanhar pela primeira vez um fato de grandes proporções ocorrido no Brasil e com repercussão no mundo inteiro pelo Twitter.

Se a queda do avião da Gol, em 2006, e a explosão do avião da Tam, no ano seguinte, bombaram no Orkut, certeza que desta vez o assunto iria ganhar novas proporções no microblogging.

Ledo engano. Só as mesmas bobagens que eu lia naquelas comunidades do Orkut. Mas desta vez sem os links para ver os perfis das vítimas no site de relacionamento.

O que o Twitter deu em primeira mão? Pelo menos, o que eu vi foram apenas links para notícias nos principais portais ou algum jornal de Portugal e da França.

O twitter, pelo contrário, foi responsável pela maior bola fora na internet em relação ao acidente. Isso porque começaram a twittar que a dj paulista Lalai Santos foi para a França em um voo do Brasil na noite de domingo. Primeiro foi essa mensagem. Mas então um blogueiro com milhares de seguidores descobriu, twittou, e o lance ganhou proporções bem maiores. 

Pronto. Foi o suficiente para todo mundo perguntar onde estava @lalai. Como se isso não fosse suficiente para comover boa parte dos internautas, uma mensagem dela publicada por volta das 16 horas de domingo deu o ingrediente que faltava para a notícia ganhar ares transcendentais: “Indo pro aeroporto numa baita ressaca. Vou morrer no avião hoje.”

No final da manhã, descobriu-se que Lalai partiu de São Paulo e não do Rio, e chegou salva na França. No fim, ela acabou ganhando uns 600 seguidores no Twiiter e deu as entrevistas esperadas. Depois disso, não houve mais nada interessante no twitter.

Não. Ninguém de dentro do avião mandou uma mensagem pelo celular para sua página no twitter nem uma foto para o twipic. O Jornal de Notícias, de Portugal, afirmou que foram enviados SMS pouco antes do sumiço. Mas isso é celular. Já no Twitter, havia pouquíssimas mensagens de pessoas dizendo que conheciam alguma das vítimas.

À tarde, fiquei sabendo do profeta picareta Jucelino da Luz colocou em seu blog uma carta que ele jura ter escrito em 2007 falando sobre o acidente. Aquele esquema batido e fraudulento de colocar a carta na internet depois que o acidente acontece. Isso até eu sei fazer. Aqui explica como ele é picareta. Causou um certo barulho no Twiiter à tarde. Mas depois morreu o assunto.

Abri duas páginas do Twitterfall. Coloquei vários tags possíveis, como Air France, AF 447, Brazil, Brasil, Rio de Janeiro, Paris, Cabo Verde, Senegal, Cape Verde etc. Em um, dei preferência para os twits em português. No outro, selecionei todas as línguas. Usei outros aplicativos de pesquisa também. Sem resultados concretos.

O que pegou mesmo, de verdade, foram as piadas previsíveis relacionando o desaparecimento do Airbus ao seriado Lost. Me serviu de lição: certo tipo de humor negro não devemos nunca torná-los públicos. Deve ser foda você perder alguém querido e ler uma piada malfeita sobre essa perda feita por um desconhecido. Dá raiva. Nem vou linkar nenhuma aqui para não dar ibope a estas pessoas.

No final da noite, quando eu já havia editado a página de Mundo do jornal em que trabalho, um link colocado no Twitter fez eu mexer nas matérias de novo. O governo de Senegal informou que haviam encontrados destroços que poderiam ser do avião perdido.

Foi isso.

No Orkut, fui procurar umas comunidades sobre o acidente lá pelas 16 horas e não achei.

Usei outras ferramentas de busca, plataformas que utilizam sites variados, inclusive entrei no Bing para ver o que rolava.

Nos próximos dias vou ficar atento ao que os blogueiros que acompanho no meu Google Reader vão escrever sobre o acidente. Se escreverão algo sobre a cobertura feita pela internet. Porque afinal eu posso ter feito a busca de forma errada.

Uma dica: Museu da Corrupção

Maio 29, 2009

muco01
 
Muito boa a idéia do Diário do Comércio, que saiu na frente de muitos jornais, ao lançar o Museu da Corrupção (Muco), trabalho multimídia que lembra todos os principais escândalos políticos que marcaram a história do país dos anos 70 até hoje, além de algumas operações da Polícia Federal no mesmo período.

Em um primeiro momento, o espaço apenas mostra os principais fatos, é mais informativo. Serve com um bom banco de dados para pesquisas. Inicialmente, há 15 episódios considerados mais marcantes. No futuro, como afirmam responsáveis pelo site, o espaço será mais interativo, contando com a participação dos leitores por meio de um wiki. Por enquanto, os leitores podem fazer comentáriuos pelo email do museu: museu@dcomercio.com.br.

Em entrevista à revista Imprensa, o diretor de redação do DC, Moisés Rabinovich, disse que a idéia do projeto é fazer com que os casos não caiam no esquecimento da população.

Não há só informação no site. Há humor. Entre os links legais há uma “loja de souvenir”, onde se encontra lembranças como uma cueca para o transporte de dólares – peça que fez sucesso na época do Mensalão. Há também uma “pizzaria”, mostrando os casos que não deram em nada.

O trabalho de pesquisa foi feito pela jornalista Kássia Caldeira e promete ser de permanente construção.

Uma iniciativa que atrai e mantém leitores, dá uma imagem moderna ao jornal e mantém a empresa conectada com os serviços mais modernos oferecidos pela internet. Uma idéia que pode gerar várias outras que poderiam ser adotadas por outros jornais, inclusive os de Goiás.

A dica do site eu vi no twitter da @fpulcineli e no site do Tiago Dória.