
Capa do novo cd do Iggy Pop, "Préliminaires"
Estou ouvindo o novo cd do Iggy Pop – “Préliminaires” – e ainda não sei o que dizer sobre ele. Já tinha lido que era algo diferente, mais jazz, sob influência de um livro do francês Michel Houellebecq (que não faço idéia de quem seja, admito), mas talvez por isso mesmo já comecei ouvindo o cd esperando algo bem ruim, do tipo eu-tenho-62-anos-e-já-fiz-minha-história-agora-posso-fazer-o-que-quiser-e-apertar-a-tecla-foda-se. Só que não é ruim não. Mesmo quando ele canta How Insensitive, versão em inglês para a música do Tom Jobim.
É algo assim: não fiquei decepcionado, mas também não achei nada de estupendo, que me faça querer guardar esse cd na minha pasta de favoritos. Gostei das músicas “Kings of Dog”, “I want to go to the beach” e “Nice to be dead”. Gostei do ar de melancolia de algumas músicas.
Ah, mas vou confessar: minha opinião sobre um cd sempre muda quando o escuto lá pela quarta ou quinta vez.
Quem quiser ter sua própria opinião do cd, basta clicar aqui.
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Organizei os livros na minha pequena estante e cheguei a uma triste constatação. Tenho aqui em Goiânia comigo 153 livros. Destes li só 67 inteiros. Há 72 que li pela metade. E 14 que nem abri. Tenho esse péssimo hábito: começar a ler, me empolgar com o livro, me envolver com a história ou com o texto (quando não há história) e, perto do fim, sem querer me “despedir” da obra, guardo-a na estante e começo outra.
Para ter uma idéia, neste mês de maio comecei a ler quatro livros, voltei a reler quatro e não terminei nenhum: primeiro veio o Pós-Tudo, sobre os 50 anos do caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, passei para Diva, da Martha Medeiros, me envolvi novamente com Ao sul de lugar nenhum, do meu favorito Charles Bukowski, avancei algumas páginas de Onde os Velhos não têm vez, do Cormac McCarthy, aí voltei para mais um conto do Seis contos da Era do Jazz, de F. Scott Fitzgerald, pulei rapidinho para o livro de contos Pelado, do Dadid Sedaris, encontrei na livraria o Vida de Escritor, do Gay Talese, e não resisti: comprei, mesmo custando R$ 59, devorei 100 páginas em uma noite (leio devagar mesmo e me espanto com quem lê um livro numa noite em claro), e agora estou aqui com o Livro dos Insultos, do H.L. Mencken, que comprei no dia seguinte. Comecei a lê-lo na manhã de ontem. Espero ir até o fim.
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Para quem teve preguiça ou não quis baixar o cd por achar que isso é crime:
