Ajuda eu. Colabore. Dê de alimentar a esse pobre e fraco coração que precisa continuar batendo para sustentar uma família de músculos, órgãos, pele e ossos. Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas eu estou aqui pedindo com toda educação um pouco de atenção. Não quero muito, só o que a moça achar que pode me dar. Eu não sou vagabundo não, moça. Sou trabalhador. Eu vendo poesia. Se a moça quiser, eu faço uma agora. “Abraço, se não for amizade. Beijo, só se for de verdade. Não, não vou beber de saudade. Não, não quero amor de caridade.” Se eu pudesse, estaria lhe dando todo o amor que merece, mas se estou aqui, pedindo, é por necessidade. Eu fui roubado, fui furtado. Sem eu perceber, me levaram todos os sentimentos bons que eu tinha, me deixaram aqui sem proteção nenhuma para a angústia da solidão. Só quem sabe o quanto dói um amor ausente, entende o que é a humilhação de estar aqui esmolando um pouco de seu carinho. Ajuda eu e Deus há de ajudar a moça a nunca passar por isso. Se a moça não puder contribuir, desde já quero deixar registrado meu muito obrigado pelo tempo disperdiçado. Deus há de lhe abençoar.
Posts Tagged ‘Breguices’
Mendingando amor
Janeiro 18, 2009Quero te contar uma coisa
Janeiro 17, 2009Vem cá, que te quero contar uma coisa. Sim, quero te contar os segundos que demoram a passar longe de ti. Os dias que se foram desde que te conheci. Te conto as folhas amarelas que vi cederem ao vento neste inverno quente e seco. A chuva que caiu ontem à noite e parece que quase ninguém viu. Te conto tudo que quiser ouvir. Tudo que te faça sorrir.
É claro que te conto tudo, sim. Cada um dos teus 10 dedos de tuas duas mãos, cada um dos 10 dedos de teus dois pés, teus dois olhos expressivos e esse teu sorriso tão charmoso e único. Quero te contar os dentes da boca, os lábios, cada fio desses longos cabelos, cada pinta em teu corpo e as batidas de teu coração. Vem cá, para te contar cada pedacinho de você que vou beijar. Cada centímetro que falta para meus lábios dizerem que já provaram tudo teu.
Venha logo. Vou te contar tudo que imaginei a gente fazendo. E o que deixamos de fazer. Os olhares trocados, os pêssegos não descascados, os guardanapos manchados, os copos largados e os beijos molhados. Quero te contar em conto o que sei da vida. Te contar um, dois, três, dez. Te conto até onze motivos para estarmos juntos agora.
Cartas para ninguém
Janeiro 16, 2009Ia escrever uma carta para a solidão. Mas sempre que estou sozinho, ela vem ao meu encontro. E temos passados longos momentos juntos. Talvez ela goste muito de mim. Mesmo cansada de saber o que penso. Já lhe falei tudo tantas vezes e ela não sai de perto. Está sempre ali, a solidão doída, sentada, naquela cadeira azul que não combina nada com o chão vermelho esbranquiçado.
Ia escrever uma carta para a saudade. Sobre os amigos que sinto falta e que estão longe. Antes que inicie as primeiras linhas, ela bate à porta e vem se sentar no meu colo. Trocamos confidências leves no começo, e então ela tenta me agredir. Não faço nada. Quanto mais a gente reage, mais violenta ela é. A saudade espera eu dormir para ir embora. Acordo pela manhã sabendo que à noite ela estará aqui novamente.
Ia escrever uma carta para a paixão. Pedir que ela me devolvesse a identidade, minha visão e meus outros sentimentos. Implorar para que me entregasse os papéis e retratos onde estão toda minha vida passada. E sobre os planos futuros, queria dizer à paixão que eles me pertencem. Porém, a paixão, não sei como, descobre quando vou escrever para ela, arromba a porta e entra. Então rasga os papéis, devora meus dedos, controla meus movimentos e só me deixa o medo da morte.
Um bilhete tardio
Dezembro 5, 2008Sem que você percebesse, peguei R$ 1.000 emprestados da sua bolsa, comprei uma passagem sem saber qual destino e parti. Pedi à balconista que escolhesse qualquer cidade, cujo bilhete me custasse até R$ 300, e peguei o papel sem lê-lo. Apenas embarquei na plataforma que ela me apontou. Nem eu sei onde estou agora. Sei apenas que há esta agência dos Correios ao lado da Rodoviária e um hotel barato em frente a uma praça que dá para a igreja matriz da cidade. Aqui está sol e é quente a beça. Estou suando. Estou nervoso. Parece que pela primeira vez fiz a coisa certa em minha vida. Estou feliz comigo mesmo.
Olha, fui embora e não volto. Não adianta me procurar. E não se preocupe, pois assim que consegui um emprego te devolvo o empréstimo. Prometo. Não sei ainda que emprego posso arranjar aqui. Talvez haja algum rádio precisando de um jornalista da cidade grande. Talvez algum político esteja disposto a investir num jornal. São coisas que existem em todo lugar. Se não der, tudo bem. Vi que estão precisando de vendedores numa loja aqui perto. Talvez tente esta vaga. Não sei se tenho sorte com vendas. Por anos tentei te vender o mais puro amor, e nada.
Fique aí e sinta o vento entrar na janela, deixe aquele cd do Radiohead tocar. Não estou aí para impor as minhas músicas. Pegue o jornal e jogue para o alto. Deixe as folhas se espalharem aleatoriamente pela casa. Não tenho como lhe dar uma bronca. Leve aquele piano que você comprou, mas que fiz deixar na casa de sua mãe. Abra todas as portas, arranque das janelas as cortinas que você nunca gostou. Deixe a claridade entrar na casa e invadir seu corpo. Não se preocupe com as cartas, os retratos ou qualquer coisa que a faça lembrar de mim. Já a livrei de tudo. Não há nada com minhas digitais. Vá, olhe para o horizonte mais longe, não sei se daí conseguirá ver o Sol forte que queima meu rosto agora, mas sinta o dia te esquentar. Você está viva. Talvez pela primeira vez depois de tantos anos. Aproveite.
Bandeira branca, meu amor
Dezembro 4, 2008queria dizer tanta coisa
por onde começar
não pensei
queria falar de coisas
naquela mesa de bar
só nós dois
tão distantes e improváveis
tão próximos e inalcançáveis
caio na besteira
de falar o que me resta
o que me arrasta
a nós dois
Beijos em espiral
Dezembro 3, 2008A parte mais difícil naquela noite foi saber discernir a mulher que inventei para mim e a que estava ao meu lado. Não devia tê-la acompanhado na bebida. Quanto do que se construía no instante em que ela disse “sim, eu saio com você”, quanto daquilo era uma criação involuntária de meus reprimidos desejos, frustrações e carências? Talvez só Deus soubesse. E se Deus não existir, então ninguém poderia me ajudar.
Ela me deu beijos que existiram sem terem acontecido. E sempre que eu lhe perguntava com um toque em sua nuca se aquilo tudo era real, a resposta vinha em cabelos ondulados. Seus beijos eram esquivos e roubados, que não me deixavam certezas de nada e ao mesmo tempo me puxavam cada vez mais. É importante explicar que eu não alcançava sua língua nunca, mas os beijos em espirais dela me sugavam tal qual um redemoinho. Ela me beijava com o queixo, o pescoço, a nuca e nunca me deixava alcançar a resposta em sua língua.
Ajudaria a entender o que se passava naquele instante se dissesse que naquela noite, antes da situação do carro, houve a situação do bar. Nós conversamos sobre várias coisas, e o que mais me agradava era fazê-la sorrir. Eu não queria deixá-lá beber muito, por isso comecei a beber naquela noite, para ditar o ritmo e para irmos devagar, para que não houvesse nenhum arrependimento. Mas fui eu quem acabou ébrio e então foi como se tivesse me desprendido de todos os poréns. Na verdade, o que aconteceu é que conforme eu me livrava da indiferença, ela me deixava mais confuso. Ela me fez perder a identidade, apagar as fotografias, me deixou sem ter como distinguir. Ela e o álcool.
Eu sabia que aquele era o instante que deveria matar a ficção e seus desdobramentos e avançar na garota real que estava ali na minha frente. O beijo era a resposta. O que eu tive foram apenas sinais dispersos e sugestões contraditórias. A conta-gotas. Eu sabia que quem estava ali naquele carro aquela noite era “eu e ela” e não “nós”. Nunca “nós”. Quando naquele dia em que ela me disse “eu nunca vou te beijar hoje”. O “hoje” era a fechadura quebrada na porta, a única janela sem trinco na casa, o baralho frouxo que faz desmoronar o castelo. Seus olhos escapavam dos meus como se o beijo que existiu sem ter acontecido nem tivesse existido também.
Enfim eu deveria saber que se o que me atraía nela era sua demonstração de certeza em tudo, mesmo quando era perceptível que não se podia ter certeza (e cabe ressaltar aqui que aquela postura era tão distinta da minha, que sempre questionei até mesmo as questões que formulava), se aquilo nela me atraía tanto e se eu me apaixonei foi quando a vi chorando, e também quando ela deu uma risada tão sincera e feminina de uma piada minha, deveria ter imaginado que a partir daquela altura eu estaria fazendo dela uma invenção e que talvez o choque não fosse tão macio.
Natimorto
Dezembro 1, 2008Morreu numa manhã de quarta-feira qualquer. Destas que passam despercebidas como a maioria das pessoas que nos cruzam a frente nas ruas. Na verdade, morreu de forma tão desprevenida que passou sem ser notado.
Morreu sem ter escolhido entre Lennon e McCartney. Entre Drummond e Vinícius. Entre Chaplin e Keaton. Não houve tempo para nenhuma escolha. Nem música preferida. Nem filme marcante. Nem sequer uma sessão de cinema com as mãos dadas ou com elas na cintura ou no cabelo. Morreu sem nunca ter sabido o que é cafuné. E o quanto isso é bom em uma noite de segunda-feira, o primeiro dia após o fim de semana.
Já pensei nas madrugadas em claro que foram deixadas para trás com sua morte repentina. Nas vezes em que tudo se resumiria ao que haveria dentro daquelas quatro paredes. O som baixo tocando na sala alguma música popular brasileira. Ou talvez algo estrangeiro, mas refinado. Um Chet Baker. Morreu sem ter sentido os odores e sabores de flores, chocolates e vinhos. Nunca ficou alcoolizado, apesar de três chopps de uma noite que ameaçava ser fria e escura e que terminou em espiral.
Não houve agressões nem discussões. Rompimentos, alguns. Sempre impulsivos e exagerados. Mas as crises foram tão inexpressivas que nem pôde dizer tê-las vividos. Morreu antes que pudesse vadiar junto a sarjetas de ruas centrais perto de prédios comerciais antigos. Ou passar ao lado de mendigos bukowskianos embaixo de marquises pequenas.
Morreu sem saber o gosto de trufas de morango. Ou de tortas de limão. Ah, não experimentou andar de roda-gigante. Nem comer pipoca no circo. Não dormiu na rede em uma praia deserta. Nem acampou em uma mata ao som de corujas e grilos ou aqueles insetos que nunca lembramos os nomes. Não deitou no chão de asfalto no quintal de uma casa afastada das luzes amarelas dos postes para contar das vezes que conversava com a Lua. Ou mesmo para revelar a primeira vez que observou as Três Marias no céu. Não teve um cão, nem um gato. Nenhum outro bicho de estimação. Primeiro porque não tinha casa. Depois porque não gostaria de criar gatos e muito menos outros tipos de animais que não um cachorro. Morreu sem saber o que é carinho.
Eu, que não sei o quão longe foi antes da morte, penso nas viagens que não aconteceram. Vejo um passeio de bicicleta pela quadra de casa se transformando em pedaladas mais extensas pela cidade em uma tarde de chuva num Sábado. E quem sabe em um fim de semana prolongado não poderia viajar para uma praia no sul do Rio de Janeiro ou mesmo Espírito Santo e Bahia, que é mais perto. Um hotel barato a duas quadras da areia e do mar. Paredes brancas, mas o teto levemente encardido de umidade. Um sofá laranja de dois lugares. Uma cama de casal com um lençol azul fino de seda com um rasgado bem pequeno na ponta. Um quadro de um por-de-Sol parecido com o que se observa na janela pintada de azul. Um hotel clichê. Se não tivesse morrido, poderia pegar um fim de tarde com nuvens cinzentas e fazer um telefonema. Mas até sua morte, os únicos telefones foram em madrugadas escuras e obscuras. Morreu sem ter dado um boa noite.
Não conheceu uma noite estrelada na Goiás Norte. Ou um final de tarde de cooper no Areião. Não andou de bicicleta pelo Vaca Brava. Nem aproveitou um happy hour de blues naquele barzinho classe média que tem ali perto do shopping. Ou cantou em um caraokê com amigos. Sequer entrou em uma boate ou rave ou show de banda de rock. Jamais experimentou drogas, é verdade. Mas também nunca se embebedou numa festa de colegas de trabalho ou após uma macarronada na casa dos parentes, pais ou sogros. Nunca tomou ao menos uma caipirinha de pinga. Nunca quase bateu o carro depois de uma…, bem, o que importa se agora morreu? E morreu sem ter dado o vexame de cantar uma música na portaria do prédio, diante do seu Jovair, um zelador baixinho e fofoqueiro, ou mesmo do seu Carvalho e sua esposa, a Dona Carla – a síndica que odiava escândalos.
Se fosse gente, talvez fosse um malabarista de semáforo, fazendo artes incríveis em troca de pouca esmola. Ou então aquele lutador famoso que diz ser o segredo do boxe saber apanhar e, não, bater. Um cleptomaníaco, que não perde essa mania dos pequenos roubos. Talvez fosse um estrangeiro no Brasil, deslumbrado até com as palmeiras mal-cuidadas na avenida da orla. Quem sabe, e por que não, um estadista, cheio de certezas que em cada atitude desenha um pouco da História. Mas não era gente ao morrer. Não era nada.
Não vou dizer que não pensei nas tardes de Domingo perdidas com esta morte repentina e, admito, esperada. Depois de um almoço surpresa e uma sesta leve, um beijo na testa e palavras que, se esquecidas estavam, ainda causavam certo conforto. Domingos no parque, na rua, na casa de amigos e parentes, no cinema, no quarto sem fazer nada. Solidão em que você sabe não estar sozinho. Viagens e alguns dias sem se ver. Ausências e tetos tão baixos. Retratos e nuvens brancas formando desenhos aleatórios. Morreu sem saber o que é saudade.
Morreu sim. Mas antes houve o tesão. Conheceu a excitação de um beijo roubado e de um beijo fugido. Experimentou a confusão de um “não” com jeito de “talvez”. E de cabelos ondulados como resposta. Sentiu o invisível e o inexplicável crescendo lá dentro, como se ocupando um espaço abandonado. Não conheceu motéis, drive-ins, assentos traseiros de carros ou mesmo capô, árvores e parques, ruas escuras, escadas, chão, banheiro, areia, muro, perigo. Viu apenas um castelo ser construído. Mas morreu antes de saber do que era feito: cartas de baralho ou areia.
Disse algumas piadas antes de morrer. Até que engraçadas, poucas. Não as contou para mais ninguém. Aliás, não houve muitas conversas. Morreu de modo discreto e triste. Não reclamou nem um instante. Não disse para “não cutucar a onça com vara curta” nem assobiou It ain’t me, babe ou Fools Rush in. Nunca disse ”a vida é uma merda” ou mesmo um palavrão muito feio. Morreu sem ter sentido raiva ou frustração.
Às vezes penso que, se não tivesse morrido, poderia ter virado um amor verdadeiro. Desses que ninguém sabe quando começou, em meio a bares, festas, conversas e discussões. Meio que sem querer. Ou quem sabe uma paixão fulminante. Daquelas que se não morrem antes, acabam matando. Antes de morrer, conversou com seus fantasmas. Naquele dia, tomou uma garrafa pequena de vodca e comeu alguns amendoins jogados em uma bandeja. Mas, à nossa revelia, o mundo acontece lá fora todos os dias. Quase nunca temos o controle. Morreu sem saber no que se tornaria. Morreu sem mesmo ter nascido. Natimorto.
Amar é inevitável
Novembro 28, 2008Da minha mesa eu observava todos os dias, todas as tardes, mais ou menos no mesmo horário, quando a moça partia, e foi num destes dias, numa destas tardes, mais ou menos no mesmo horário, quando eu a vi em pé conversando, atrasada, ela não estava agindo como se fosse embora tão cedo; aliás, parecia que nunca mais recolheria suas coisas, do jeito que ela estava ali parada, e eu precisando levantar da mesa e ir para a rua trabalhar, mas desde o instante que a vi em pé de lado para mim, conversando e rindo, como se não precisasse mais voltar para sua casa, desde este instante eu percebi, não que fosse algo proposital, e sim como quando você abre um livro, sei lá, numa página qualquer, e pesca uma frase como quem não quer nada, tipo acha muito interessante aquilo e começa a ler o livro inteiro, a partir daquela frase de uma página qualquer: “aquelas notas subindo e baixando, dando voltas concêntricas sobre um pequeno ponto desconhecido, mas sem perderem a continuidade, de certa forma, disse baixinho, de certa forma Irene era assim”*; pode ser que ela, a garota de todos aqueles dias, todas aquelas tardes, mais ou menos no mesmo horário, talvez ela também fosse assim; é preciso estar esperto, mesmo quando se está desatento, para sentir que alguma coisa mudou; e alguma coisa mudou naquele instante em que a vi conversando em pé, esquecendo-se de ir embora; era um dia normal, uma tarde comum, mais ou menos no mesmo horário, e eu precisava sair; foi quando percebi que amar é inevitável.
*trecho de um livro de Caio Fernando Abreu.
Inevitável
Novembro 27, 2008Foi em uma destas noites em que conversávamos todos juntos na mesa de um bar e ela sorriu de uma piada minha, que percebi o quanto eu já estava dentro de algo que nunca imaginara. Afinal, por mais que nos aproximássemos, nunca estávamos próximos o suficiente, sei que me entende. Um dia amanheceu e a falta que ela me fez foi maior que a solidão de um quarto vazio num final de noite de domingo. E olha que não tem nada mais solitário que um final de noite de domingo sozinho. Demorou até que me desse conta. Como se ela tocasse a campanhia de casa constantemente, e eu perdesse tempo demais para arrumar a sala, deixar as poltronas uma na frente da outra, a bebida na mesa, escolher a música exata, a temperatura ideal, tudo aprontado para não haver erros, e então ela já não estivesse mais me esperando. Sempre que havia uma chance, eu a perdia. Uma noite eu estava em casa, sem nenhum plano imediato, confesso que até desarmado, quando ela me ligou. Se o que importa é o desejo, mesmo quando ele se autoconsome e nos consome, eu disse sim e pensei: o jogo não era complicado, bastava que me concentrasse o suficiente.
Não me espere
Novembro 25, 2008Eu vou trancar a porta
E me mandar
Você nunca mais vai me ver
Nem eu te encontrar
Que seja
Quero procurar uma nova rota
Em qualquer lugar
Tudo o que fiz já não importa
Não vou me ajoelhar, nem implorar
Agora quero as coisas certas
Que o cara certo seja eu
Não há nada para se arrepender
Apenas não olhe para trás
E nunca diga adeus
