O que fazer para mudar isso aí?

Julho 4, 2009

Esse ótimo vídeo divulgado hoje de manhã no UOL mostra bem a palhaçada que se tornou o Congresso Nacional. É triste. É deprimente. É uma vergonha. E me deixa com uma grande pergunta na cabeça:

“Como é que muda isso?”


Veronika decide morrer (2009)

Julho 3, 2009

Uma vez, cansado de ouvir falar mal do Paulo Coelho, comprei um livro dele no sebo e li. Afinal, também queria expressar minha opinião sobre o autor.

Levei para casa o “Veronika decide morrer”. Comecei a ler e parei na metade do livro. Não conseguia avançar mais. Tentei noutros dias, e nada. Devo ter avançado mais umas dez ou vinte páginas.

O texto é tranquilo, mas a história é chata demais, cansativa, um lenga-lenga que soava tão artificial.  Deixei na minha estante.

Agora descobri que o livro virou filme, com a Sarah Michelle Gelar fazendo o papel da Veronika. Desisti de dar uma nova chance à obra quando vi a cara da atriz no trailer (que segue abaixo) de “oh, a vida e seus mistérios e esse mundo doido, qual o sentido disso tudo?”

A história é a seguinte: Veronika é linda, tem tudo, menos um sentido para a vida, aí decide se matar, acorda numa clínica de loucos e descobre que tem poucas semanas de vida, então resolve se comportar de uma maneira totalmente diferente. Nunca soube se ela morre ou não no final.


Gripe suína vira febre nacional

Julho 3, 2009
Padre, parentes e amigos usam máscara no velório de caminhoneiro que teria morrido no Rio Grande do Sul, no final de junho, vítima da gripe suína.

Padre, parentes e amigos usam máscara no velório de caminhoneiro que teria morrido no Rio Grande do Sul, no final de junho, vítima da gripe suína.

A gripe suína veio para ficar. Até quando, não sabemos. Mas desde que os casos começaram a pipocar, no começo de maio, aos poucos essa nova febre nacional vai mudando cenas do nosso cotidiano e fotos clássicas da imprensa. Fui perceber isso quando vi a foto acima.

Essa foto é não só um sinal de medo ou precaução, mostra que a gripe suína chegou mesmo no Brasil.


#forasarney

Julho 2, 2009

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Qual o objetivo do #forasarney afinal?

Não sei. Foram tantas justificativas, tantas argumentações apresentadas na internet, que resolvi falar apenas por mim.

Acho que o José Sarney deve renunciar do cargo para – como senador – se defender de todas as acusações surgidas contra ele. Deixando assim a presidência livre para outro colega, que permita um trâmite o mais célere possível das mudanças exigidas pela sociedade por mais transparência e mecanismos contra corrupção. Com o Sarney atualmente no cargo, isso não tem sido possível. Também não acho que a defesa apresentada até agora por ele tenha explicado todas as acusações que pesam contra o senador.

Sei que a saída do Sarney em si não vai moralizar o Senado. Tenho certeza que ele continuará influente no meio político. Mas não concordo com a permanência dele na presidência.

E se assumir outro com tantas denúncias como há contra o Sarney, também serei contra. E espero ter a possibilidade de me manifestar – seja com #forafulano ou de outra forma qualquer, não importe quem ocupe o cargo, se houver acusações sem uma defesa bem justificada.

Aderi ao #forasarney pelo barulho, pela possibilidade de haver um número suficiente de pessoas que fizessem barulho a ponto de chamar a atenção da mídia. Incentivei outros a fazerem o mesmo. Adicionei links com reportagens ou comentários interessantes contra o senador na esperança de que alguém mais se manifestasse, que – motivado pelo barulho na mídia – se informasse sobre o José Sarney e a atual situação.

E, realmente, logo o #forasarney chamou a atenção da mídia, foi notícia em sites e jornais. Blogueiros passaram a repercutir isso. Pessoas alheias à discussão comentavam, mesmo que vagamente sobre o assunto.

Acredito também que muitas pessoas que digitavam o #forasarney estavam, como eu, indignados contra tantas acusações.

Surgiram protestos contra os protestos anti-Sarney. Pessoas que atacavam quem escrevia o #forasarney, dizendo que eramos todos apenas internautas querendo aparecer, querendo vestir máscaras de engajados social e politicamente. Alguns também que, por outros motivos, começaram a ironizar os nossos protestos. E quem realmente defendia, com bons argumentos, que o movimento era fadado ao fracasso.

Enfim. Acredito que cada um faz seu barulho como pode, e defende o que quiser. Desde que esteja bem intencionado e respeite a opinião alheia, eu respeito.

Para mim, uma coisa é certa: estamos todos insatisfeitos com a atual situação política. Isso é evidente. Mas cada um tem sua própria idéia do que fazer, suas próprias intenções, e não há um caminho mais claro e comum para o qual possamos nos direcionar numa maioria. Aí não há como juntar frustados, idealistas, esperançosos, ingênuos, espertos, bem-intencionados, pessimistas, os “do contra”, esquerdistas, conservadores, honestos etc.

Achei antecipado demais esse lance de querer ir às ruas só porque muitas pessoas digitavam o #forasarney no Twitter. A tag não é um sinal de que todos estamos mobilizados. É um sinal de que – de uma forma ou de outra – não compactuamos com o que está acontecendo no senado.

Ajudei, no meu perfil do Twitter, a divulgar a manifestação em Goiânia. Afinal, era uma informação que eu achei interessante. E tinha pessoas querendo saber. Ouvi dizer depois que não foi ninguém e que foram 15 manifestantes lá.

Mas como disse mais acima, é o que penso. Alguém pode concordar. Outros podem discordar. Em curto prazo, acredito que a imprensa continuará explorando o caso, os políticos aliados ou não vão agindo conforme interesses particulares ou partidários ou de terceiros, o Sarney vai renunciar ou não, e outros virão. Quantos presidentes de Senado já renunciaram?

A diferença é que desta vez a atual crise levou algumas pessoas a fazerem um barulho na internet. Um barulho que virou notícia. Não acho que devessemos ter nos levado tão mais a sério do que isso neste momento.


Por uma mulher ideal imperfeita

Julho 1, 2009

EvaByte

Quero aqui protestar. Não, não vou falar nada contra o Sarney (#forasarney), nem contra o Mahmoud Ahmadinejab (#iranelection), nem pedir a volta do Manuel Zelaya ao cargo de presidente em Honduras (#Honduras). Quero aqui abraçar a campanha que o fotógrafo alemão Peter Lindbergh lançou recentemente para reduzir o uso do Photoshop e outras ferramentas nas fotos de mulheres que saem nas revistas. Fiquei sabendo desse protesto no blog da Agnes Arato e depois li a reportagem recomendada por ela na revista Época. E depois de ver que as capas da VIP e da Playboy são, respectivamente, a Ana Carolina (ex-BBB9) e a Mulher Melancia, decidi criar o Movimento Por Uma Mulher Ideal Imperfeita.

Acho que chegamos num limite. Não falo nem pelas mulheres. E sim por nós, homens. E daí que a Mulher Melancia tem uma bunda enorme? Aquilo ali só fica atraente com muito Photoshop. Li no twitter que a edição deste mês teria uma novidade surpreendente. Mas qual seria? As fotos ditas “ousadas” pecam pela total falta de sensualidade das fotografadas. Só se pegassem o Photoshop, apagassem uma das pernas da Andressa e colocassem um risco no meio da que sobrou. E a Ana Carolina? Quem viu o BBB 9 sabe que ela não é aquela garota que saiu na revista.

Veja o que o Lindbergh, um dos mais respeitados profissionais da moda, falou para o New York Times, segundo a Época:

“A alteração das imagens teve um peso muito grande na forma como definimos visualmente as mulheres”

Chegamos num ponto em que fantasiamos mulheres que não existem. Não é nem mais o lance da mulher perfeita. As meninas que saem nas capas das revistas são tão naturais quanto a Eva Byte (a moça da foto acima), primeira apresentadora virtual da TV brasileira, criada pelo Fantástico em 2004.

Então qual o próximo passo? Sair uma revista com a Eva Byte na capa?

Lindbergh colocou em uma capa recente da Elle francesa, a Monica Bellucci sem nenhuma maquiiagem e zero de retoques no computador. Parece que outras atrizes e modelos toparam o mesmo “desafio” depois. A campanha dele está mais voltada para a área da moda. O que eu defendo aqui é que não só nas revistas de moda, mas também nas revistas masculinas ou para qualquer público.

Ou será que os leitores da revista Quem têm de acreditar que a Suzana Vieira é assim:

suzana virtual

Não. A Suzana é assim:

suzana real

E na minha opinião, para a idade dela, ela está super conservada.

Poxa. Tanta mulher bonita por aí, sem maquiagem, sem depender do Photoshop.

Esses dias, me falaram o nome de uma atriz de Hollywood e não me recordei do rosto. Fui no Google. Achei ela em quatro capas de revista. Eram quatro rostos diferentes!!!

Não sou contra cirurgias plásticas. Mas há um limite. Corrigir um defeito ou outro tudo bem. Não dá é para mudar o corpo. Ainda mais quando se tem como parâmetros mulheres virtuais inventadas a partir de uma humana.

Conheço mulheres lindas, de todas as idades, seja com estrias, rugas, pintas, verrugas, corpo normal, seios ou bundas pequenas. Mas cada uma sabendo aproveitar o que tem de melhor para mostrar. Seja fisicamente ou não.

“Ah, mas as revistas trabalham com mulheres para povoar nossas fantasias e não nossas realidades.” Uma hora a fantasia começa a avançar sobre a realidade, quereremos mulheres como as que encontramos nas revistas. Perfeitas. E aí?

Aí acontece casos como o da Bruna Felisberto, miss Rio Grande do Sul 2009, que mesmo linda procurou um cirurgião plástico para mexer no nariz dela e agora quer processá-lo.

Ou então, no caso de nós, homens, começamos a buscar nas mulheres em nosso redor algo que não existe. A pele perfeita, a bunda mais gostosa, os seios grandes e apontando para cima, barrigas saradíssimas. E quando estamos diante de uma forte candidata a ser “A” mulher da nossa vida ou mesmo da nossa noite, perdemos porque vamos compará-la inconscientemente com a capa da VIP.

melancia

Chega de Mulher-Melancia na capa. Não quero a Eva Byte na Playboy. Ana Carolina, volte para a realidade. Suzana, mesmo sem Photoshop, você consegue pegar os garotões.

Eu quero uma mulher ideal imperfeita.

Ou então que inventem um óculos com tratamento de imagem em tempo real…


A pior 1ª página de todas (ainda sobre Michael Jackson)

Junho 29, 2009

Eu roubei a imagem do site do Alec Duarte:

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Como assim??? “Peter Pan”???? Ah, não. Falta total de timing. Prefiro mil vezes o convencional “Michael Jackson morre aos 50″.


O twitter “furou” a imprensa de novo…

Junho 27, 2009

Não tem jeito. Se ainda falta credibilidade às notícias veiculadas por blogues, microbloggings e outras redes sociais da internet, está evidente que elas estão aos poucos fazendo o que há algumas décadas a televisão fez com os jornais impressos e, mais recentemente, os sites noticiosos fizeram com a própria televisão.

Vejam o caso do Michael Jackson. Todo mundo já “tuiutava” sobre o ocorrido quando o site de celebridades TMZ confirmou a morte do astro pop. E o site, que deu o até agora “furo do ano”, é bastante conhecido por conseguir se adaptar rapidamente às novas tecnologias.

tmz01

O grande problema do TMZ é que é um site conhecido pelas fotos de papparazzi e pelo sensacionalismo, ou seja, a morte oficial do Michael Jackson veio minutos depois, quando a CNN confirmou com fontes próprias. Aí todos os meios de comunicação deram a notícia como verdadeira. Mas esta é outra discussão.

Acompanhando esse caso do Michael Jackson eu vi como a internet é um ambiente hipercompetitivo. Todo mundo querendo dar a notícia em primeira mão, numa velocidade que não dava para saber se podíamos confiar na veracidade da informação. No Twitter, todo mundo falando ao mesmo tempo (tanto que o site quase parou). No Google ficou impossível navegar. Teve uma matéria da CNN depois dizendo que a morte do MJ quase derrubou a internet.

No dia seguinte, veio – entre outras – a discussão que comentei no post anterior, sobre as capas dos jornais impressos.

Aqui no Brasil, passou meio despercebido, as o Twitter furou a imprensa tradicional mais uma vez. Agora com o anúncio da demissão do Vanderley Luxemburgo feito pelo próprio em sua página no Twitter e no seu blog. Era 0h44 de sábado, quando a notícia veio ao ar.

LUXEMBURGO

O Uol colocou a notícia na página principal pouco mais de 10 minutos depois, mas provavelmente porque o blog do técnico está inscrito dentro do portal. Os concorrentes demoraram horas até também noticiarem o fato. O Globo chegou a colocar a informação dentro da página de Esportes, às 1h15, mas até eu ir dormir, por volta das 2h30, não havia nada na página principal. Nos outros portais, nem notícia interna havia.

Ok. Tem a questão do horário. Cobrar agilidade de madrugada é sacanagem. Mas o fato é que a demissão já era comentada por muitos tuiteiros de plantão. Mais uma vez, a disseminação da notícia foi pela rede de microblogging.

Tem também a questão da checagem. Afinal hackers poderiam ter invadido o blog e o twitter e colocado o post com a informação falsa. Ou não? Já invadiram um site de fofocas e noticiaram a morte do Sílvio Santos recentemente.

O que aprendi disso tudo é que as redes sociais estão pressionando cada vez mais a imprensa tradicional. Mas a credibilidade ainda é um fator preponderante para a conquista do primeiro lugar no coração do público. “Ainda.”

E acho que a morte do MJ representa não só um marco para a TMZ, mas uma lição para que fiquemos mais atentos ao tipo de trabalho que o site tem feito para ter conseguido sair na frente.

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Mais sobre o assunto da cobertura da mídia no caso MJ:

- No blog Monitorando;

- No blog do Tiago Doria.


Como NÃO fazer fazer uma capa de jornal

Junho 27, 2009

De todas as primeiras páginas que eu vi nesta sexta-feira, e que abordaram a morte do Michael Jackson (é, alguns jornais no Oriente Médio e na Ásia não citaram nada, ou porque o MJ é rei do Pop Ocidental ou por causa do fuso horário mesmo), três edições me chamaram a atenção pelo nonsense:

A primeira, claro, foi a do jornal Meia Hora, do Rio de Janeiro:

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Tudo bem que a proposta do jornal é ser não só informal, mas bem apelativo mesmo. Mas acho que toda piada deve ter seu timing, ainda mais quando se trata de humor negro. Sem dizer que a escolha da foto foi uma das mais equivocadas de todas no mundo inteiro. Para se ter uma idéia, das edições que vi aqui, apenas um outro jornal escolheu essa foto para estampar a capa – o La Critica, do Panamá.

A outra capa foi a do jornal esportivo Lance:

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Ok. Quiseram fazer uma graça citando o MJ como o “Pelé da música” (uma comparação um tanto discutível, mas aceitável). O problema está no texto abaixo. O que a classificação da seleção norte-americana para a final da Copa das Confederações tem a ver com a morte do cara?

E a última capa que achei totalmente sem noção foi a do Diário de S.Paulo:

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Tá, tem aquele lance de o impresso dar algo diferente da concorrência. Todos os telejornais de quinta-feira já haviam anunciado a morte do MJ. Mas manchetar que o cara devia US$ 400 milhões de dólares? Primeiro que a dívida não é confirmada. Depois que mesmo isso as emissoras de televisão já tinham dado. Aquela história no texto, de que ele foi encontrado “desmaiado” e morreu no hospital também é controversa. E para piorar aquela segunda chamada, sobre o brasileiro que foi atropelado pelo carro do astro pop, em 1996, e até hoje não recebeu indenização.

Só mais uma observação, como curiosidade: O DSP ainda oferece um poster do cantor “para os fãs”. Que fã que vai comprar um jornal detonando seu ídolo???

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Rolou durante a sexta-feira uma discussão sobre se os jornais impressos poderiam sair um pouco daquele lance de “Morre MJ aos 50” ou “Morre o Rei do Pop”.

Teve jornal que colocou “Coração para Michael Jackson”. Esse título é complicado por duas razões básicas: é impreciso e depois que tiraram o acento na reforma ortográfica pode dar a entender que o MJ precisa de um transplante ou então que o jornal quis dar um título bem “hello kitty”.

Acho que depende muito da estrutura do jornal. E da criatividade. Gostei da solução do Estado de Minas, que ofereceu algo a mais do que aquilo que todos deram. Pelo menos na capa. Chamando para uma análise do que representou o cantor para o mundo. Não li o jornal para saber se a propaganda foi ou não enganosa.

A maioria dos jornais brasileiros deu material de agência, cujo material estava bastante defasado em relação aos portais e sites noticiosos. Então quanto mais cedo o jornal teve de fechar a editoria, mais “velho” era o material. E aí, o título tem de ser mesmo “Morre Michael Jackson aos 50”.

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Mais uma observação: as 1ªs páginas dos jornais tupiniquins dão de goleada nas edições estrangeiras. Visualmente falando, os gringos – salvo as exceções de sempre – são muito pobres. E é curioso perceber como alguns jornais já estão mudando o perfil das capas dos jornais.

Quem quiser ver o que 807  jornais de 71 países publicaram na sexta-feira, 26 de junho, basta clicar aqui.

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Update às 16h08 de 27.06:

Li dois textos interessantes sobre as capas de sexta-feira:

- No blog do Alec Duarte;

- No blog da Luciana Moherdaui.


O Bruce Lee é afro-descendente

Junho 26, 2009

Parece que pela primeira vez teremos um Bruce Lee tupiniquim. Ou melhor, um Bruce Lee Negão. É que vai estrear em outubro o filme “Besouro” – a primeira superprodução nacional que conta a história de um super-herói negro e brasileiro que viveu nos anos 20. Não é baseado em fatos reais, mas o personagem principal realmente existiu. O baiano Manuel Henrique Pereira, conhecido como Besouro Mangagá ou Besouro Cordão de Ouro (ou simplesmente Besouro, como no filme), que foi o capoeirista mais famoso do Brasil.

E tem tudo para ser uma superprodução mesmo. O chinês Huen Chin Ku (“Kill Bill” e “O Tigre e o Dragão”) coreografou as cenas de luta. Daniel Filho assina a co-produção. O diretor é João Daniel Tikhomiroff, um publicitário superpremiado. E o roteiro passou pelas mãos de Patrícia Andrade, que trabalhou em “2 Filhos de Francisco”.

O trailer é bem bacana. É filme para nenhum oriental botar defeito. Como nos clássicos filmes de kung fu, os capoeiristas desafiam a gravidade e parecem voar. Tem toques de misticismo e de superpoderes. Uma história de amor com direito a triangulo amoroso. E um vilão que deixa o telespectador com bastante raiva.

O filme tem um site, para quem quiser mais informações. Basta clicar aqui.

O trailer oficial do filme também pode ser visto no Youtube em versão HD.


Michaels Jacksons também morrem

Junho 26, 2009

Não há como negar. Ele foi o cara. O que Michael Jackson fez nos anos 80 influenciou para sempre a música pop. Devia ter tido a chance de ter um final de vida mais feliz.

Quem tem mais de 30 anos, como eu, acho que se lembra o que estava fazendo quando passou Thriller no Fantástico, em 1983. Eu lembro que morri de medo e não consegui ver o clipe até o final porque não queria ver os monstros. Tinha quatro anos.

E todo mundo com mais de 15 anos, hoje, provavelmente vai se lembrar o que estava fazendo quando ficou sabendo da morte do Michael Jackson.

É. Eles também morrem.

Será que ele vai virar uma versão masculina da Lady Di?

Como jornalista, um fato me chamou a atenção: todo mundo está dizendo que a mídia tradicional está morrendo, a morte do Michael Jakson saiu primeiro no Twitter e em uma revista de fofoca, mas o boato só virou fato quando a CNN confirmou o óbito. Até então, estavam todos esperando para ver o que saia no LA Times, na NBC e na Fox News. E claro, na CNN.

Nesse site aqui dá para saber das últimas notícias sobre o Michael Jackson pelo Twitter.

Tá. Vou dizer a verdade. Ainda não caiu a ficha. É estranho.

Update às 10h32 de 26/06: O Alec Duarte explica com mais detalhes como foi esse lance da confirmação “oficial” da morte de Michael Jackson.