Saiu o 1º concurso para “comunicador social” pós-”decisão do STF”

Junho 25, 2009

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS), lançou hoje edital de abertura do concurso com uma vaga na área de comunicação social. O cargo tem o nome de analista judiciário na área de apoio especializado em comunicação social, e, segundo consta no edital, tem como funções:

Elaborar e fornecer, aos veículos de comunicação externos, informações e esclarecimentos sobre assuntos relativos à Justiça do Trabalho; confeccionar expediente de comunicação interno; receber e acompanhar profissionais da imprensa em eventos do Tribunal e em entrevistas com autoridades; acompanhar diariamente a divulgação, em veículos de comunicação externos, de notícias relacionadas à Justiça do Trabalho; organizar e manter atualizado arquivo de matérias jornalísticas de interesse do Tribunal, bem como de documentos oficiais para divulgação externa; manter atualizadas informações sobre o Tribunal e a Justiça do Trabalho em página na internet e intranet; elaborar material de divulgação de eventos do Tribunal e divulgá-los; efetuar a cobertura jornalística de eventos internos e externos do Tribunal; redigir, digitar e conferir expedientes diversos e executar outras atividades de mesma natureza e grau de complexidade.

Para mim, essa função tinha outro nome: assessor de imprensa. Coisa que antes jornalistas formados em jornalismo faziam.

Mas de acordo com o edital, o candidato precisa ter um diploma de Comunicação Social.

É o primeiro concurso que fiquei sabendo após a decisão do STF em suspender a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

O salário é de R$ 6.611,39.

E aí?

3 Respostas para “Saiu o 1º concurso para “comunicador social” pós-”decisão do STF””

  1. Carla Sehn Diz:

    Como assim ‘e aí’… cadê detalhes: prazo, documentos, onde se inscreve. Fala do santo também.

  2. Pedro Palazzo Diz:

    Tijolada. É uma discussão antiga e massante. Mas, tecnicamente, assessoria é função de RP e nós nos apropriamos dela, independentemente do motivo.
    Tá massa o blog.
    Abraço.

  3. tati Diz:

    Como concurseira tenho acompanhado diversos editais e muito me surpreende que um jornalista ache novidade um concurso com vaga para comunicólogos (qq habilitação da comunicação). Isto já acontece muito antes da decisão do STF. Muitos órgãos tem pedido profissionais de qq habilitação por dois motivos: primeiro querem um profissional múltiplo (cerimonial,textos institucinais, assessoria de imprensa, etc) e segundo para evitar problemas com carga horária (jornalistas fazem 30h). Reiterando que assessoria de imprensa sempre foi função de RP e o Conferp, gentilmente, permite que seja exercida por jornalistas.


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