A espada que levou Bill à morte

Junho 5, 2009

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Todo mundo está noticiando que o ator Davi Carradine, 72, famoso nos anos 70 pela série televisiva Kung Fu, e mais recentemente pelo seu papel em Kill Bill, do Quentin Tarantino, morreu durante um “acidente de masturbação”. O problema é que não vejo na maioria dos sites o modo como ocorreu o acidente. Resolvi fazer uma pesquisa sobre o assunto.

Carradine foi achado enforcado nu, com uma corda nos genitais e outra no pescoço, no quarto de um hotel em Bangcok, na Tailândia. De acordo com a AFP, o general Worapong Siewpreecha, da polícia metropolitana da capital tailandesa, disse que as duas cordas estavam ligadas uma à outra e penduradas dentro do armário do quarto. Não havia nenhum sinal de luta ou invasão e chegou-se a cogitar a hipótese de suicídio.

Tudo leva a crer que o ator morreu praticando hipoxifilia, ou asfixia erótica, uma técnica que, segundo dizem os adeptos, dá prazer sexual por meio do estragulamento. O adepto desta prática pode fazer isso sendo enforcado pelo parceiro, enfiando o rosto em um saco plástico ou se enforcando com uma corda ou cinto.

Técnicas de prolongamento do prazer sexual e de potencialização do orgasmo retardando ou interrompendo a respiração não são incomuns. Uma prática oriunda do sexo tântrico ensina a – no momento em que se estiver perto do clímax – deixar de respirar até que a face do rosto fique vermelha, coincidindo com o orgasmo.

É uma prática bastante arriscada, já que qualquer erro de avaliação pode ser fatal. Um segundo a mais e pode haver uma parada cardíaca. É uma linha muito tênue e perigosa entre “morrer de prazer” e o “desprazer de morrer”.

Parece que o vocalista da banda INXS, Michael Hutchance, morreu de forma parecida, se enforcando acidentalmente com um cinto no quarto de um hotel na Austrália, há 12 anos. O cantor – que morreu aos 37 anos – também estaria praticando asfixia erótica.

A prática de hipoxifilia por enforcamento seria, conforme aparece na internet, a mais comum. E os homens seriam seus principais adeptos. O grande problema é que, ao fazer isso sozinho, corre-se o risco de sofrer um acidente e não ser socorrido a tempo. Foi o que teria ocorrido com Carradine e com Hutchance.

Ainda pesquisando na web vi poucos textos em português sobre o assunto. Em um deles, é dito que a hipoxifilia é uma prática comum nos EUA. E que os americanos geralmente colocam um pedaço de limão na boca para recuperar os sentidos no momento em que “cerram os dentes pela privação de oxigênio”. Não sei até onde isso é verdade.

O prazer estaria nas sensações obtidas pela falta de oxigênio, como vertigem, zumbidos, acompanhados por convulsões. A ejaculação acontece no limite da inconsciência e a sensação de agonia aumenta o prazer.

Mas voltando as notícias publicadas pelos jornais e sites, fiquei preocupado com a reação das pessoas, principalmente os pré-adolescentes que ainda estão descobrindo o prazer do onanismo. Afinal, sem explicar o que é um “acidente fatal de masturbação”, vai ter muito filho gritando desesperado do quarto para os pais irem socorrê-lo na frente de um computador.

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3 Respostas para “A espada que levou Bill à morte”

  1. Paola Franco Diz:

    Nao seria “cerram os dentes”, com C? Ta bom, ta bom. Eu (nao) prometo que vou parar de corrigir coisas no seu blog ;)

  2. Pedro Palazzo Diz:

    Tava pensando… talvez, se o viagra não existisse, Bill ainda estaria vivo. Triste, mas vivo.

  3. Márcio Leijoto Diz:

    Opa. Pode me corrigir sempre. Arrumei lá.


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