Fiquei feliz com a repercussão que teve o choro da Maísa fora da televisão. Não sei se teve alguém que achou engraçado, além das velhas senhoras que ainda dão ibope para o Sílvio Santos. Sei que o Ministério Público não gostou e resolveu tomar providência. Espero que não fique só na intenção.
De acordo com a notícia da Veja, o MP de São Paulo, a Vara da Infância e da Juventude do Estado e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente pretendem tirar a menina do ar. Na minha opinião, isso já devia ter acontecido há muito tempo, pois ela só tem seis anos de idade e estava sendo superexposta a situações que não acredito que ela tenha capacidade de lidar psicologicamente.
O que levou estes órgãos a se manifestarem foram queixas feitas por pessoas que se revoltaram com as cenas em que Maísa aparecia chorando no ar e o Sílvio Santos aproveitava para explorar a situação. Bom saber que há pessoas indignadas com isso.
Na primeira, dia 9 de maio, Maísa chorava de medo de um menino maquiado de zumbi ou algo assim. Na outra, veiculada uma semana depois, motivado provavelmente pela audiência que teve o primeiro choro, Sílvio Santos zomba da choradeira de Maísa e começa a humilhá-la em público. Para piorar, ela bate a cabeça numa câmera e começa a ter ataques de estrelismo.
São situações cada vez mais violentas e constrangedoras. E nada originais. No começo do ano, uma emissora da televisão japonesa começou a veicular pegadinhas em que crianças eram o alvo. Em uma das situações, pessoas fantasiadas de zumbis invadiam uma casa e fingem atacar seus moradores. As crianças saem correndo desesperadas e todo mundo cai na gargalhada. Teve uma certa repercussão negativa. Mas não sei no que deu depois.
Sobre o caso Maísa, a matéria da Veja informa que o MP “vai avaliar as queixas e deve instaurar procedimento contra o SBT nos próximos dias”. Se isso vai dar em algo, não sei. Espero que dê.
****
Aliás, que mãe é aquela que se esconde das câmeras e se nega a ajudar a filha quando ela chora? Acho que o Conselho Tutelar também devia intervir nesse caso.
Tags: Caso Maísa, Indignação
