Arquivo para Maio, 2009

Um EP: “A lot of love, a lot of blood”, Florence and the Machine

Maio 31, 2009

 

Florence

Florence and the Machine (FATM) tem sido apontada por alguns blogueiros como a principal aposta do ano. Florence é Florence Welch, uma inglesa de 22 anos que curte Velvet Underground e canta músicas compostas por ela mesma e covers, com muito folk, soul e rock. Em fevereiro ganhou o Brit Award 2009. A banda The Machine é formada por quatro integrantes – guitarra, teclados, bateria e harpa.

Deve lançar em breve seu primeiro cd, chamado Lungs. Por enquanto, o que temos é um EP com quatro músicas, lançado em abril, e cujo link para baixar está aqui. Curti todas. Nas duas primeiras, gostei mais da música. Nas outras, gostei mais voz – e por sinal estas últimas são covers do The Source e do Cold War Kids (essa banda eu ouvi uma vez e achei legal). O EP finaliza com um remix desnecessário da primeira música.

Pelo que entendi lendo os blogues, “Kiss with a fist” é a música dela de mais sucesso. Foi lançada no ano passado e tem uma letra abusada com “uma pegada pop-punk”, como informou um site que abri esses dias. É essa música que disponibilizo abaixo, pelo Youtube.

Aliás, no Youtube e no MySpace de banda é possível encontrar outras músicas. 

Dizem que FATM é para quem gosta de Cat Power, Kate Nash e PJ Harvey. Na hora em que botei para tocar, lembrei da Juliete and the Licks.

Lembrando: para ouvir o álbum da menina basta clicar aqui.

 

Porque Goiânia não está na Copa 2014?

Maio 30, 2009

Goiânia não vai ser uma das cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014. É o que dizem os jornais e blogues nesta sexta-feira. Na verdade, com exceção dos jornais daqui que ainda apostavam meio forçosamente numa vitória goianiense, não havia visto nenhum outro órgão da imprensa nacional listar Goiânia entre as 12 escolhidas.

Mas afinal, onde erramos?

Sinceramente, acho que não foi culpa nossa. Afinal não havia como competir com São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Brasília. E nisso já são sete cidades. Fortaleza, Recife e Natal são cidades com um baita potencial turístico. Os gringos lotam estas capitais independente de mega-eventos, então imaginem o que ia dar de gente nestes lugares havendo os jogos da Copa? Sem contar as reportagens clichês, por exemplo, se os holadenses conseguirem se classificar e seu grupo for jogar em Recife, ein? Cuiabá e Manaus ganharam graças àquele lance do Governo Federal de querer jogos no Pantanal e na Floresta Amazônica. Campo Grande perdeu para Cuiabá. Belém e Rio Branco perderam para Manaus.

Restou Florianópolis e nós, Goiânia. O curioso é que, lendo as reportagens sobre as cidades escolhidas – que pipocaram após a notícia que saiu na coluna do jornalista Ancelmo Góis -, há raríssimas citações de Goiânia. Nem a coluna do Ancelmo nos citou, quando falou das derrotadas. Disse só que a última vaga ficou entre Natal e Florianópolis, mas que a primeira levou por questões “políticas e logísticas”.

Critérios técnicos? Quais? O que é considerado técnico? Aeroporto bom?Ricardo Teixeira uma vez teria dito que nenhum aeroporto no Brasil prestava. Localização geográfica? Goiânia fica mais perto de Brasília e menos perto do fim do mundo que é Cuiabá. Rede Hoteleira e transporte? 

Afinal, Goiânia esteve mesmo na disputa? Com quem realmente competimos?

Se Goiânia tinha alguma chance concreta, então acho que é uma boa oportunidade para termos uma noção do quão influente podem ser nossos políticos. Inclusive, o atual e o futuro governador de Goiás, já que todos os ocupam algum papel que poderia ser atuante. Alcides Rodrigues (PP) governa o Estado. Marconi Perillo (PSDB) é senador. Iris Rezende (PMDB), o prefeito. Henrique Meirelles (que tem sido um nome muito cortejado para se candidatar à cadeira no Palácio Pedro Ludovico, e pode entrar no PP) é o presidente do Banco Central. Barbosa Neto (PSB), que foi candidato ao governo em 2006, comandou o comitê organizador da candidatura de Goiânia à Copa. Não ficou ninguém de fora.

O que a Copa do Mundo tem a ver com política? Bem, muitos jornais dizem que a escolha de Cuiabá para sediar alguns jogos se deve a influência do governador Blairo Maggi (PR). E mesmo aqueles governadores e prefeitos de locais onde já sabia que haveria jogos estavam presentes a encontros com o Ricardo Teixeira, presidente da CBF, ou no noticiário nacional fazendo um lobbyzinho. Dizem que Natal trabalhou pesado nos últimos dias e que foi isso que a garantiu na Copa.

Influência econômica? Nós tínhamos o presidente do Banco Central. E se não me engano o Itaú – que patrocina a seleção – dava um suporte financeiro ao nosso comitê organizador. Li em algum lugar, acho que na Folhapress, que Manaus pediu ajuda à Coca-Cola e à Sony para pressionar a Fifa. Mas a verdade é que há tantos boatos por aí que não rola nem especular sobre isso.

Dizem que Goiânia nunca teve chance. Sinceramente não sei. Acho que argumentos técnicos tínhamos bons. Pelo menos para competir com Cuiabá. Quero ver o número de turistas que vão descer para o Pantanal nos dias de intervalos entre os jogos. 

Espero que no próximo domingo, ao divulgar o nome das 12 cidades escolhidas, a Fifa também disponibilize todos os projetos das 17 capitais. Assim podemos nós mesmo descobrir o quão técnica foi a escolha.

Uma dica: Museu da Corrupção

Maio 29, 2009

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Muito boa a idéia do Diário do Comércio, que saiu na frente de muitos jornais, ao lançar o Museu da Corrupção (Muco), trabalho multimídia que lembra todos os principais escândalos políticos que marcaram a história do país dos anos 70 até hoje, além de algumas operações da Polícia Federal no mesmo período.

Em um primeiro momento, o espaço apenas mostra os principais fatos, é mais informativo. Serve com um bom banco de dados para pesquisas. Inicialmente, há 15 episódios considerados mais marcantes. No futuro, como afirmam responsáveis pelo site, o espaço será mais interativo, contando com a participação dos leitores por meio de um wiki. Por enquanto, os leitores podem fazer comentáriuos pelo email do museu: museu@dcomercio.com.br.

Em entrevista à revista Imprensa, o diretor de redação do DC, Moisés Rabinovich, disse que a idéia do projeto é fazer com que os casos não caiam no esquecimento da população.

Não há só informação no site. Há humor. Entre os links legais há uma “loja de souvenir”, onde se encontra lembranças como uma cueca para o transporte de dólares – peça que fez sucesso na época do Mensalão. Há também uma “pizzaria”, mostrando os casos que não deram em nada.

O trabalho de pesquisa foi feito pela jornalista Kássia Caldeira e promete ser de permanente construção.

Uma iniciativa que atrai e mantém leitores, dá uma imagem moderna ao jornal e mantém a empresa conectada com os serviços mais modernos oferecidos pela internet. Uma idéia que pode gerar várias outras que poderiam ser adotadas por outros jornais, inclusive os de Goiás.

A dica do site eu vi no twitter da @fpulcineli e no site do Tiago Dória.

Musas do outuno: Mulher-Alho

Maio 29, 2009

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Essa foto estava em alguns sites por aí na internet. Não cito quais porque eram todos impróprios para menores de 18 anos.

Youtubando: Dancing Lula

Maio 29, 2009

Essa peguei na internet hoje à noite. Vídeo e performance feitos por Mederijohn Corumbá (Mederi).

Um cd: “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”, Kasabian (2009)

Maio 28, 2009
Capá do novo álbum do Kasabian

Capá do novo álbum do Kasabian

Se eu falar que baixei o novo cd do Kasabian, “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”, estarei confessando um crime? Bem, prometo ir no show deles quando estiverem no Brasil. E digo isso porque gostei muito do que ouvi.

Opinião de um leigo: o cd tem uma mistura de rock com elementos eletrônicos e muito groove. Gostei das músicas “Underdog”, “Fire” (cujo clip já está no youtube, depois linko aqui), “Where Did All The Love Go” e “West Rider/Silver Bullet”. São as que eu mais repeti aqui no meu computador.

Vários blogues “especializados” colocam o álbum como um dos melhores do ano.

Teve um papo que eles se inspiraram na capa do álbum Their Satanic Majesties Request, dos Rolling Stones, para fazer a do cd deles. Li sobre isso no blog Noize.

O lançamento oficial do álbum – o terceiro da banda – está previsto só para o dia 8 de junho, então quem quiser ouvir antes tem de clicar aqui.

Sonho sertanejo

Maio 28, 2009

Acordei no meio de um sonho em que eu estava em uma sala e cantava uma música sertaneja. Acho que a letra era de autoria minha, pois nunca a ouvi antes. Me lembro apenas do refrão.

Nosso amor sem dublês
É como cena de cinema
Corta o beijo, muda o plano
E ’se’ acabou.

Acordei assustado. Liguei correndo meu computado e coloquei o cd novo do Kasabian. É, percebo que ainda gosto de rock. Foi só um sonho.

Um cd: “Préliminaires”, Iggy Pop (2009)

Maio 28, 2009

 

Capa do novo cd do Iggy Pop, "Préliminaires"

Capa do novo cd do Iggy Pop, "Préliminaires"

 

Estou ouvindo o novo cd do Iggy Pop – “Préliminaires” – e ainda não sei o que dizer sobre ele. Já tinha lido que era algo diferente, mais jazz, sob influência de um livro do francês Michel Houellebecq (que não faço idéia de quem seja, admito), mas talvez por isso mesmo já comecei ouvindo o cd esperando algo bem ruim, do tipo eu-tenho-62-anos-e-já-fiz-minha-história-agora-posso-fazer-o-que-quiser-e-apertar-a-tecla-foda-se. Só que não é ruim não. Mesmo quando ele canta How Insensitive, versão em inglês para a música do Tom Jobim.

É algo assim: não fiquei decepcionado, mas também não achei nada de estupendo, que me faça querer guardar esse cd na minha pasta de favoritos. Gostei das músicas “Kings of Dog”, “I want to go to the beach” e “Nice to be dead”. Gostei do ar de melancolia de algumas músicas.

Ah, mas vou confessar: minha opinião sobre um cd sempre muda quando o escuto lá pela quarta ou quinta vez.

Quem quiser ter sua própria opinião do cd, basta clicar aqui.


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Organizei os livros na minha pequena estante e cheguei a uma triste constatação. Tenho aqui em Goiânia comigo 153 livros. Destes li só 67 inteiros. Há 72 que li pela metade. E 14 que nem abri. Tenho esse péssimo hábito: começar a ler, me empolgar com o livro, me envolver com a história ou com o texto (quando não há história) e, perto do fim, sem querer me “despedir” da obra, guardo-a na estante e começo outra.

Para ter uma idéia, neste mês de maio comecei a ler quatro livros, voltei a reler quatro e não terminei nenhum: primeiro veio o Pós-Tudo, sobre os 50 anos do caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, passei para Diva, da Martha Medeiros, me envolvi novamente com Ao sul de lugar nenhum, do meu favorito Charles Bukowski, avancei algumas páginas de Onde os Velhos não têm vez, do Cormac McCarthy, aí voltei para mais um conto do Seis contos da Era do Jazz, de F. Scott Fitzgerald, pulei rapidinho para o livro de contos Pelado, do Dadid Sedaris, encontrei na livraria o Vida de Escritor, do Gay Talese, e não resisti: comprei, mesmo custando R$ 59, devorei 100 páginas em uma noite (leio devagar mesmo e me espanto com quem lê um livro numa noite em claro), e agora estou aqui com o Livro dos Insultos, do H.L. Mencken, que comprei no dia seguinte. Comecei a lê-lo na manhã de ontem. Espero ir até o fim.

 

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Para quem teve preguiça ou não quis baixar o cd por achar que isso é crime:

Uma música: Underdog, do Kasabian

Maio 26, 2009

Acordei ouvindo isso hoje. O novo cd deles está bem interessante.

Não entrego cestas básicas no trabalho

Maio 25, 2009

Uma vez um jornalista daqui defendeu no Orkut as supostas reportagens em que uma família carente aparece em situações deploráveis necessitando de tudo e mais um pouco, e minutos depois, ainda no mesmo telejornal, o apresentador elenca o nome de telespectadores e patrocinadores que doaram de cadeira de rodas a bicicletas. Disse que isso também é jornalismo.

Não resisti: “Sendo assim, os médicos podem começar a distribuir cesta básica na porta dos postos de saúde durante o expediente, e isso, para você, é medicina.”

Isso faz alguns anos já. Mas continuo pensando da mesma forma.