Hoje, um casal de irmãos foi preso tentando, segundo a polícia, comprar por R$ 30 mil uma menina recém-nascida de apenas cinco dias de vida em Senador Canedo. Ainda segundo a polícia, a própria mãe da criança foi quem procurou a polícia para denunciar o casal. A história é cheia de aspectos dramáticos e tal, rendendo uma boa reportagem, mas o que me chamou a atenção mesmo foi a explicação que o repórter do jornal da Record deu para justificar a ausência do nome da mãe da criança na matéria.
Pelo que ele disse, a polícia informou que não divulgaria o nome porque colocaria em risco a vida da mulher e do marido dela, um cara que está preso na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia. É que o casal teria ameaçado fazer alguma coisa com o cara ou mesmo com a mãe da criança caso ela procurasse a polícia.
Um pouco de lógica nos neurônios me fizeram concluir que o casal de irmãos não faz a mínima idéia de quem era a mulher com quem estariam fazendo negócios. Eles foram presos na casa da mulher, com um cheque de R$ 20 mil, mas não sabiam quem ela era. Porque se eu estiver errado, então os irmãos não precisariam esperar a mídia divulgar o nome da mulher para ir atrás dela e do marido preso.
Acho que divulgar o nome da mulher realmente é desnessário. Mas tem hora que as pessoas nos dizem cada coisa para a gente calar a boca logo. Deve ter sido o que o policial fez para o repórter.
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